“Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo.... Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. ...Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver...Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma.”
Clarice Lispector
quarta-feira, março 29, 2006
segunda-feira, março 27, 2006
o jardim
Pés descalços na própria intimidade.
Revelação das vontades,
Ora escondidas ora esquecidas.
Não mais!
O incerto e o gozo desmedido pela vida.
Verdades, mentiras.
Dança das saias remendadas por linhas imaginárias.
Fantasias embriagantes.
Vício que seca a boca e molha o corpo.
Inexplicável.
A busca do cheiro de jasmim,
Esperança de colher frutos
E de cultivar rosas e flores.
Revelação das vontades,
Ora escondidas ora esquecidas.
Não mais!
O incerto e o gozo desmedido pela vida.
Verdades, mentiras.
Dança das saias remendadas por linhas imaginárias.
Fantasias embriagantes.
Vício que seca a boca e molha o corpo.
Inexplicável.
A busca do cheiro de jasmim,
Esperança de colher frutos
E de cultivar rosas e flores.
quinta-feira, março 23, 2006
segunda-feira, março 20, 2006
Realidade e Sonhos
Acorda menina!
Olha que dia colorido lá fora.
Posso não, querido.
Os meus sonhos me transportam para o meu verdadeiro eu.
Quero ficar onde mora meus desejos e minhas angústias.
Aqui posso fazer o que quiser.
Pelo menos por hoje, me deixa dormir!
Olha que dia colorido lá fora.
Posso não, querido.
Os meus sonhos me transportam para o meu verdadeiro eu.
Quero ficar onde mora meus desejos e minhas angústias.
Aqui posso fazer o que quiser.
Pelo menos por hoje, me deixa dormir!
segunda-feira, março 13, 2006
"Admito que Perdi"
Se você não suporta mais tanta realidade
Se tudo tanto faz, nada tem finalidade
Então pra quê viver comigo?
Eu não vou ficar pra ver nossa ponte incendiada
Nossa igreja destruída, nossa estrada rachada
Pela grande explosão que pode acontecer no nosso abrigo
Olhei pro amanhã e não gostei do que vi
Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir
Lutei por sua alma, mas admito que perdi
E agora vou me perder nesse planeta conhecido
Intuir novos mistérios que ficaram escondidos
Naquelas palavras marcadas na sua carta de Adeus
Meu corpo vai sobreviver mesmo estando ferido
E até na hora de morrer eu não vou me dar por vencido
Porque sei que meus perdões vão estar bem ao lado dos teus
Olhei pro amanhã e não gostei do que vi Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir
Lutei por sua alma, mas admito que perdi
Paulinho Moska
Se tudo tanto faz, nada tem finalidade
Então pra quê viver comigo?
Eu não vou ficar pra ver nossa ponte incendiada
Nossa igreja destruída, nossa estrada rachada
Pela grande explosão que pode acontecer no nosso abrigo
Olhei pro amanhã e não gostei do que vi
Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir
Lutei por sua alma, mas admito que perdi
E agora vou me perder nesse planeta conhecido
Intuir novos mistérios que ficaram escondidos
Naquelas palavras marcadas na sua carta de Adeus
Meu corpo vai sobreviver mesmo estando ferido
E até na hora de morrer eu não vou me dar por vencido
Porque sei que meus perdões vão estar bem ao lado dos teus
Olhei pro amanhã e não gostei do que vi Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir
Lutei por sua alma, mas admito que perdi
Paulinho Moska
terça-feira, março 07, 2006
Afro-sambas
Tempo de Amor
(Baden Powell e Vinícius de Moraes)
Ah, bem melhor seria
Poder viver em paz
Sem ter que sofrer
Sem ter que chorar
Sem ter que querer
Sem ter que se dar
Mas tem que sofrer
Mas tem que chorar
Mas tem que querer
Pra poder amar
Ah, mundo enganador
Paz não quer mais dizer amor
Ah, não existe
Coisa mais triste que ter paz
E se arrepender
E se conformar
E se proteger
De um amor a mais
O tempo de amor
É tempo de dor
O tempo de paz
Não faz nem desfaz
Ah, que não seja meu
O mundo onde o amor morreu
(Baden Powell e Vinícius de Moraes)
Ah, bem melhor seria
Poder viver em paz
Sem ter que sofrer
Sem ter que chorar
Sem ter que querer
Sem ter que se dar
Mas tem que sofrer
Mas tem que chorar
Mas tem que querer
Pra poder amar
Ah, mundo enganador
Paz não quer mais dizer amor
Ah, não existe
Coisa mais triste que ter paz
E se arrepender
E se conformar
E se proteger
De um amor a mais
O tempo de amor
É tempo de dor
O tempo de paz
Não faz nem desfaz
Ah, que não seja meu
O mundo onde o amor morreu
sexta-feira, março 03, 2006
Aos meus amigos
Primeiramente quero agradecer a todos que se preocuparam com meus queridos e amados pés nesse carnaval. Em especial a Celo, que ficou de comprar umas meias de veinha para mim. A Felipe, meu cunhadinho do coração, que todo dia ficava de cara quando eu chegava em casa acabada e ia tomar banho para sair de novo. A Bruninho que cedeu sua casa de Olinda para eu ficar meia hora com os pés para cima. E é claro, ao meu anjinho da guarda.
Meus queridos e minhas queridas, todo cuidado valeu muito a pena, pois, meu carnaval foi inesquecível. E podem me chamar de louca, de juízo de bolinha de gude, mas quando eu entro numa farra, eu não quero sair mais não.
Sexta: Noite/Madruga - Rec Antigo e “Garrage”
Sábado: Manhã/Tarde - Olinda
Noite/Madruga - Minha maravilhosa sala.
Domingo: Manhã/Tarde – Olinda e Rec Antigo
Noite/Madruga – Alto Zé do Pinho e Rec Antigo
Segunda: Manhã/Tarde – Nazaré da Mata
Noite/Madruga – Várzea e Rec Antigo
Terça: Manhã/Tarde – Olinda
Noite/Madruga – Rec Antigo
Não tem coisa melhor do que ver o dia amanhecendo em pleno carnaval.
E meus pés....já estão com saudades da folia!!!!
Primeiramente quero agradecer a todos que se preocuparam com meus queridos e amados pés nesse carnaval. Em especial a Celo, que ficou de comprar umas meias de veinha para mim. A Felipe, meu cunhadinho do coração, que todo dia ficava de cara quando eu chegava em casa acabada e ia tomar banho para sair de novo. A Bruninho que cedeu sua casa de Olinda para eu ficar meia hora com os pés para cima. E é claro, ao meu anjinho da guarda.
Meus queridos e minhas queridas, todo cuidado valeu muito a pena, pois, meu carnaval foi inesquecível. E podem me chamar de louca, de juízo de bolinha de gude, mas quando eu entro numa farra, eu não quero sair mais não.
Sexta: Noite/Madruga - Rec Antigo e “Garrage”
Sábado: Manhã/Tarde - Olinda
Noite/Madruga - Minha maravilhosa sala.
Domingo: Manhã/Tarde – Olinda e Rec Antigo
Noite/Madruga – Alto Zé do Pinho e Rec Antigo
Segunda: Manhã/Tarde – Nazaré da Mata
Noite/Madruga – Várzea e Rec Antigo
Terça: Manhã/Tarde – Olinda
Noite/Madruga – Rec Antigo
Não tem coisa melhor do que ver o dia amanhecendo em pleno carnaval.
E meus pés....já estão com saudades da folia!!!!
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
A Força Que Nunca Seca
"Já se pode ver ao longe
A senhora com a lata na cabeça
Equilibrando a lata vesga
Mais do que o corpo dita
O que faz e equilíbrio cego
A lata não mostra
O corpo que entorta
Pra lata ficar reta
Pra cada braço uma força
De força não geme uma nota
A lata só cerca, não leva
A água na estrada morta
E a força nunca seca
Pra água que é tão pouca"
A senhora com a lata na cabeça
Equilibrando a lata vesga
Mais do que o corpo dita
O que faz e equilíbrio cego
A lata não mostra
O corpo que entorta
Pra lata ficar reta
Pra cada braço uma força
De força não geme uma nota
A lata só cerca, não leva
A água na estrada morta
E a força nunca seca
Pra água que é tão pouca"
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
"Eu sou tua e tu és meu, e nós é um"
“Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muito de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez e nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer “pelo menos não fui tolo” e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia...”
Trecho do livro Um Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres de Clarice Lispector
Fala de Ulisses para Lóri
Trecho do livro Um Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres de Clarice Lispector
Fala de Ulisses para Lóri
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Tem mais samba...
Tem mais samba no encontro que na espera
Tem mais samba a maldade que a ferida
Tem mais samba no porto que na vela
Tem mais samba o perdão que a despedida
Tem mais samba nas mãos do que nos olhos
Tem mais samba no chão do que na lua
Tem mais samba no homem que trabalha
Tem mais samba no som que vem da rua
Tem mais samba no peito de quem chora
Tem mais samba no pranto de quem vê
Que o bom samba não tem lugar nem hora
O coração de fora
Samba sem querer
Vem que passa
Teu sofrer
Se todo mundo sambasse
Seria tão fácil viver
Tem mais samba a maldade que a ferida
Tem mais samba no porto que na vela
Tem mais samba o perdão que a despedida
Tem mais samba nas mãos do que nos olhos
Tem mais samba no chão do que na lua
Tem mais samba no homem que trabalha
Tem mais samba no som que vem da rua
Tem mais samba no peito de quem chora
Tem mais samba no pranto de quem vê
Que o bom samba não tem lugar nem hora
O coração de fora
Samba sem querer
Vem que passa
Teu sofrer
Se todo mundo sambasse
Seria tão fácil viver
quarta-feira, janeiro 25, 2006
A poesia, a dançarina e o anjo.
Soneto de Martha (La flor ilimitada)
Vinicius de Moraes
"Teu rosto amada minha
É tão perfeito
Tem uma luz tão cálida e divina
Que é lindo vê-lo quando se ilumina
Como se um cílio ardesse no teu peito
É tão leve teu corpo de menina
Assim de amplos quadris e de busto estreito
Que dir-se-ia uma jovem dançarina
De pele branca e fina
De olhar direito
Deveria chamar-te claridade
Pelo modo espontâneo
Franco e aberto
Com que encheste de cor meu mundo escuro
E sem olhar, nem vida, nem idade.
Me deste em tempo certo
Os frutos verdes deste amor maduro. "
Presente de um anjo.
Obrigada, bonito.
Vinicius de Moraes
"Teu rosto amada minha
É tão perfeito
Tem uma luz tão cálida e divina
Que é lindo vê-lo quando se ilumina
Como se um cílio ardesse no teu peito
É tão leve teu corpo de menina
Assim de amplos quadris e de busto estreito
Que dir-se-ia uma jovem dançarina
De pele branca e fina
De olhar direito
Deveria chamar-te claridade
Pelo modo espontâneo
Franco e aberto
Com que encheste de cor meu mundo escuro
E sem olhar, nem vida, nem idade.
Me deste em tempo certo
Os frutos verdes deste amor maduro. "
Presente de um anjo.
Obrigada, bonito.
terça-feira, janeiro 24, 2006
Sem Aviso
"Anda
tira essa dor do peito, anda
despe essa roupa preta e manda
seu corpo deslembrar
Canta
vira dor pelo avesso
Canta
larga essa vida assim as tontas
Deixa esse desenganar
Calma
Dê o tempo ao tempo, calma
alma
Põe cada coisa em seu lugar
E o dia virá, algum dia virá
Sem aviso
então... "
tira essa dor do peito, anda
despe essa roupa preta e manda
seu corpo deslembrar
Canta
vira dor pelo avesso
Canta
larga essa vida assim as tontas
Deixa esse desenganar
Calma
Dê o tempo ao tempo, calma
alma
Põe cada coisa em seu lugar
E o dia virá, algum dia virá
Sem aviso
então... "
segunda-feira, janeiro 16, 2006
É tempo de:
Secar as lágrimas.
Deixar o suor cair.
Abrir os armários.
Fechar as caixas.
Reler os e-mails.
Encher o coração.
Esperança.
Alegria.
Arrumar a casa.
Juntar dinheiro.
Ler Clarice.
Escutar Tom.
Eternizar Chico
Respeitar Cartola.
Sentir.
Ouvir.
Cantar.
Abraçar crianças.
Beijar os velhinhos.
Cuidar das irmãs.
Ama a mãe.
Perdoar o pai.
Brincar com a sobrinha.
Ficar perto dos verdadeiros amigos.
Ir para a farra com quem é de farra.
Dançar com que é de dança.
Sambar com quem gosta de samba.
Ficar em casa.
Filmes e vinhos.
Computador, Jurandir,
Marcuse, Foucalt, Giddens
Mais vinho.
Madrugadas.
Olheiras.
Entrega.
Título.
Carnaval.
Apelo.
Amor.
Eterno.
Deixar o suor cair.
Abrir os armários.
Fechar as caixas.
Reler os e-mails.
Encher o coração.
Esperança.
Alegria.
Arrumar a casa.
Juntar dinheiro.
Ler Clarice.
Escutar Tom.
Eternizar Chico
Respeitar Cartola.
Sentir.
Ouvir.
Cantar.
Abraçar crianças.
Beijar os velhinhos.
Cuidar das irmãs.
Ama a mãe.
Perdoar o pai.
Brincar com a sobrinha.
Ficar perto dos verdadeiros amigos.
Ir para a farra com quem é de farra.
Dançar com que é de dança.
Sambar com quem gosta de samba.
Ficar em casa.
Filmes e vinhos.
Computador, Jurandir,
Marcuse, Foucalt, Giddens
Mais vinho.
Madrugadas.
Olheiras.
Entrega.
Título.
Carnaval.
Apelo.
Amor.
Eterno.
quinta-feira, dezembro 15, 2005
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Quem achar ela.... me avisa.
Queria falar do que me aflige. Das dores do mundo. Dos corações partidos. Dos amores proibidos ou quiçá dos amores que não se vão. No entanto, nenhuma palavra doce ou amarga consegue brotar por entre esses meus pensamentos. Não consigo se quer, juntar numerais e incógnitas para tentar montar uma equação de segundo grau. Vivo pensando no culto, no corpo, na sociedade, e nada de sentar meus velhos ossos coberto de carne e excessos de Caruaru, numa cadeira para escrever. Tudo deveria ser tão fácil, assim como, sentar no bode dourado e pedir a “Cabeça Branca” uma cerveja, e ainda, escutando elogios desse adorado senhor com sotaque carioca. É...meu corpo, não o cultuado, quem sabe o cevado, reclamou. Pediu um descanso. “Pelo menos de uma semana”, gritou meu bom e cansado amigo. Cá estou de recesso etílico, juntando os livros e os cacos, a vontade e a coragem. Procurando entre minhas partes e particularidades a tão preciosa e bem quista, menina dos livros.
quarta-feira, novembro 09, 2005
O mestre mandou
Corra e olhe o céu
Cartola
Composição: Cartola e Dalmo Castelo
Linda te sinto mais bela
Te fico na espera
Me sinto tão só, ai!
O tempo que passa
Em dor maior, bem maior
Linda no que se apresenta
O triste se ausenta
Fez-se a alegria
Corra e olha o céu
Que o sol vem trazer bom dia
Ah, corra e olha o céu
Que o sol vem trazer bom dia
Cartola
Composição: Cartola e Dalmo Castelo
Linda te sinto mais bela
Te fico na espera
Me sinto tão só, ai!
O tempo que passa
Em dor maior, bem maior
Linda no que se apresenta
O triste se ausenta
Fez-se a alegria
Corra e olha o céu
Que o sol vem trazer bom dia
Ah, corra e olha o céu
Que o sol vem trazer bom dia
quarta-feira, outubro 19, 2005
Encontros e Desencontros
Palavras interessantes e inesperadas que perpassam toda nossa vida. Enquanto encontros se consagram matrimonialmente, outros se desfazem diante das intempéries da vida. Pensando sobres esses acontecimentos lembrei do filme que possui o mesmo título desse texto, digo o texto possui o mesmo título do filme, (Lost in Translation de Sofia Coppola). Enfim, lembrei do inesperado de se estar perdido, questionando e muitas vezes sem respostas. Lembrei que mesmo assim os personagens principais do filme continuaram seus caminhos, e se encontraram diante dos desencontros pessoais. Nesse mês os encontros e desencontros foram às palavras que não saíam da minha mente, da minha lembrança, simplesmente ficavam e ficavam me perseguindo. Pois encontrei velhos amigos, devo ter me afastado de alguns outros, conheci novas pessoas, mesmo conhecendo-as há tempos, só que com outros olhos. Encontrei – me e me desencontrei várias vezes esse ano, mas vemos assim seguirei o caminho. Desejo aos encontros da vida que estão se eternizando felicidade de carnaval, calmaria dos anjos e amor juvenil e sereno. E aos desencontros eu desejo novas construções.
sexta-feira, outubro 07, 2005
Mais uma
A língua francesa sempre me atraiu por sua beleza, sensibilidade e sensualidade. Lembro que um amigo falou que eu parecia uma francesinha, por causa dos meus cabelos curtos e da minha cor "gasparzinho". Mas, antes de ter a "beleza francesa", eu gostaria de saber falar essa música que é a língua deles. Confesso que estou encantada com a voz dessa mulher, então, acho que posso abusar desse espaço aqui, para colocar mais uma tradução das suas músicas.
Essa por final, como diria meu pai, pega na veia.
La Question (tradução)
Françoise Hardy
Composição: Françoise Hardy
A questão
Eu não sei o que você pode ser
Eu não sei o que você espera
Procuro sempre te conhecer
E seu silêncio perturba meu silêncio
Eu não sei da onde vem a mentira
É de tua voz que se cala
Os mundos onde, contudo eu mergulho
São como um túnel que me assusta
De sua distância em relação à mim
Se perde sempre
E procurar te entender
É como correr depois do vento
Eu não sei por que eu fico
Em um mar onde eu me afogo
Eu não sei por que eu ficoem um ar que me sufoca
Você é o sangue da minha ferida
Você é o fogo da minha queimadura
Você é minha pergunta sem resposta
Meu grito mudo e meu silêncio...
Essa por final, como diria meu pai, pega na veia.
La Question (tradução)
Françoise Hardy
Composição: Françoise Hardy
A questão
Eu não sei o que você pode ser
Eu não sei o que você espera
Procuro sempre te conhecer
E seu silêncio perturba meu silêncio
Eu não sei da onde vem a mentira
É de tua voz que se cala
Os mundos onde, contudo eu mergulho
São como um túnel que me assusta
De sua distância em relação à mim
Se perde sempre
E procurar te entender
É como correr depois do vento
Eu não sei por que eu fico
Em um mar onde eu me afogo
Eu não sei por que eu ficoem um ar que me sufoca
Você é o sangue da minha ferida
Você é o fogo da minha queimadura
Você é minha pergunta sem resposta
Meu grito mudo e meu silêncio...
terça-feira, outubro 04, 2005
L'amitié
Tradução da música L'amitié cantada pela francesa Françoise Hardy.
"Muitos de meus amigos vieram das nuvens,
com o sol e a chuva como simples bagagens.
Eles fizeram a estação das amizades sinceras,
a mais bonita das quatro estações da terra.
Eles têm esta doçura das mais bonitas paisagens,
e a fidelidade dos pássaros de passagem.
Nos seus corações, está gravada uma infinita ternura.
Mas, às vezes, nos seus olhos, desliza-se a tristeza.
Então, eles vêm para se aquecerem em casa e você, também, virá.
Você será capaz de partir novamente em direção às nuvens,
e de, outra vez, sorrir para outros rostos,
e distribuir sua ternura ao redor,
quando alguém quiser escondê-lo a tristeza.
Porém como não se sabe o que a vida pode nos dar,
talvez na minha volta eu já não seja mais ninguém.
Mas se me sobrar um amigo que, realmente, compreenda-me,
eu esqueceria ao mesmo tempo, as minhas lágrimas e os meus sofrimentos.
Então, talvez virei para casa
para aquecer meu coração com a tua madeira."
Essa música terminou de levar meus últimos suspiros e minhas lágrimas no filme As Invasões Bárbaras. O filme é extraordinário e a música simboliza tudo o que eu senti no final.
"Muitos de meus amigos vieram das nuvens,
com o sol e a chuva como simples bagagens.
Eles fizeram a estação das amizades sinceras,
a mais bonita das quatro estações da terra.
Eles têm esta doçura das mais bonitas paisagens,
e a fidelidade dos pássaros de passagem.
Nos seus corações, está gravada uma infinita ternura.
Mas, às vezes, nos seus olhos, desliza-se a tristeza.
Então, eles vêm para se aquecerem em casa e você, também, virá.
Você será capaz de partir novamente em direção às nuvens,
e de, outra vez, sorrir para outros rostos,
e distribuir sua ternura ao redor,
quando alguém quiser escondê-lo a tristeza.
Porém como não se sabe o que a vida pode nos dar,
talvez na minha volta eu já não seja mais ninguém.
Mas se me sobrar um amigo que, realmente, compreenda-me,
eu esqueceria ao mesmo tempo, as minhas lágrimas e os meus sofrimentos.
Então, talvez virei para casa
para aquecer meu coração com a tua madeira."
Essa música terminou de levar meus últimos suspiros e minhas lágrimas no filme As Invasões Bárbaras. O filme é extraordinário e a música simboliza tudo o que eu senti no final.
sábado, setembro 10, 2005
A música perfeita
Quando eu tiver meu filho, ele não se chamará Luca, mas essa música será sua cantiga de niná.
Luca
Herbert Vianna
Abre os olhos pra ver o mundo
Tudo é novo para os teus olhos novos
Dá pra cada coisa um nome
Um nome novo e um sentido teu próprio
Eu te abro as cortinas da manhã
Eu te levo pros braços da tua mãe, cedo
Por um instante eu esqueço do que sou
Por um instante eu não lembro de ter medo
Fala as tuas palavras de vogais
E sorri quando já está dormindo
Filho, pai, mãe, orvalho da manhã
Tudo é novo para os meus olhos velhos
Eu te abro as cortinas da manhã
Eu te levo pros braços da tua mãe, cedo
Por um instante eu esqueço do que sou
Por um instante eu não lembro de ter medo
Abre os olhos pra ver o mundo
Tudo é novo para os teus olhos novos
Filho, pai, mãe, orvalho da manhã
Tudo é novo para os meus olhos velhos.
Luca
Herbert Vianna
Abre os olhos pra ver o mundo
Tudo é novo para os teus olhos novos
Dá pra cada coisa um nome
Um nome novo e um sentido teu próprio
Eu te abro as cortinas da manhã
Eu te levo pros braços da tua mãe, cedo
Por um instante eu esqueço do que sou
Por um instante eu não lembro de ter medo
Fala as tuas palavras de vogais
E sorri quando já está dormindo
Filho, pai, mãe, orvalho da manhã
Tudo é novo para os meus olhos velhos
Eu te abro as cortinas da manhã
Eu te levo pros braços da tua mãe, cedo
Por um instante eu esqueço do que sou
Por um instante eu não lembro de ter medo
Abre os olhos pra ver o mundo
Tudo é novo para os teus olhos novos
Filho, pai, mãe, orvalho da manhã
Tudo é novo para os meus olhos velhos.
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