Novos caminhos.
Novas conquistas.
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segunda-feira, março 09, 2009
quarta-feira, agosto 13, 2008
terça-feira, julho 29, 2008
sexta-feira, julho 25, 2008
quinta-feira, julho 24, 2008
e tudo tem seu lado bom
O eco da casa bateu impiedosamente nos ombros daquela menina.
Por horas ela ficou imóvel, perplexa. Não sabia como lidar com tamanha presença.
Uma presença estranha, mal quista, mas que ela teria que conviver por algum tempo.
Deitou no chão frio e deixou o eco ocupar todos os cantos da casa.
Após horas encolhida no canto da sala, levantou-se, fitou os olhos do eco, engoliu o medo e disse:
“Se vamos conviver nesse mesmo teto precisamos entrar em comum acordo.”
O eco desconfiado indagou: “Como?”
A menina com um meio sorriso no rosto respondeu:
“Você preenche meus dias com sua presença e eu os seus com minhas histórias”
O eco, que sempre fora solitário, aceitou o acordo e transformou-se num excelente ouvinte.sábado, julho 19, 2008
liberdade poética
Não vai, meu bem
me dizer
Que já não quer
o meu querer.
Eu que só te dei
O de melhor
Do meu viver.
Mas não vou pedir
E implorar para ficares
Só lamento que
Esse amor
Assim se acabe.
Os versos declarados
Meus dias
Nos teus passos
Se foram
Ficando apenas
O meu rastro
E o teu retrato.
me dizer
Que já não quer
o meu querer.
Eu que só te dei
O de melhor
Do meu viver.
Mas não vou pedir
E implorar para ficares
Só lamento que
Esse amor
Assim se acabe.
Os versos declarados
Meus dias
Nos teus passos
Se foram
Ficando apenas
O meu rastro
E o teu retrato.
Roberta Valentim
sexta-feira, julho 11, 2008
c o po
Mesmo os copos remendados são capazes de acolher as novas águas trazidas pela vida.
E, se algumas gotas saírem pelas rachaduras colocamos um pouco mais de amor.
Com o tempo eles serão restaurados por completo.
Ficarão resistentes e com uma água boa danada de se beber.
E, se algumas gotas saírem pelas rachaduras colocamos um pouco mais de amor.
Com o tempo eles serão restaurados por completo.
Ficarão resistentes e com uma água boa danada de se beber.
sempre estive aqui.
Escrever é um direito de todos.
Escrever coisas interessantes é para poucos.
Mas aqui volto a digitar palavras despretensiosas.
Não estou entre os poucos, mas tenho esse direito.
Apenas uma vontade de deixar gravado sentimentos e pensamentos (alguns) que levaria nem deus sabe para onde.
Escrever coisas interessantes é para poucos.
Mas aqui volto a digitar palavras despretensiosas.
Não estou entre os poucos, mas tenho esse direito.
Apenas uma vontade de deixar gravado sentimentos e pensamentos (alguns) que levaria nem deus sabe para onde.
quarta-feira, março 19, 2008
quinta-feira, março 06, 2008
quinta-feira, janeiro 10, 2008
minuti'

minuti é o resultado de um projeto idealizado por Roberta Valentim e Evandro Borel de reunir artistas plásticos, designers, ilustradores e diretores de arte para traduzirem o tempo em ilustrações expostas em relógios de parede. O foco é misturar arte e utilidade, transformando um objeto do cotidiano em expressão artística.
Confiram as peças no
Confiram as peças no
http://www.flickr.com/photos/minuti
Em breve o site www.minuti.com.br
contato@minuti.com.br
Em breve o site www.minuti.com.br
contato@minuti.com.br
segunda-feira, novembro 26, 2007
quinta-feira, novembro 01, 2007
Reencontro
Colocara o vestido com leveza de mãos infantis. Caminhou delicadamente sobre o chão frio, tateando o ar para não esbarrar nas esculturas espalhadas pela sala. Procurou o cigarro com mãos tremulas de desejo e o ascendeu escondida nos fundos da casa, para não deixar a fumaça retirar o cheio da paixão que ficara no quarto. Seu homem, assim o sentira, dormia profundamente, após um gozo de vida que beirava a morte, enquanto ela revivia cada cena daquela noite.
Até então, ela nunca conseguira deixar os espasmos entre suas pernas se prolongarem após a cama. Sempre morriam nos lençóis.
Surpreendida pelo seu corpo e desejo, a cada trago tinha a sensação que poderia morrer ali, feliz.
Risos silenciosos saíram pela sua face, invadindo todos os cômodos da casa e se misturando a uma leve vontade de chorar. O choro da [re]descoberta, do despertar, do [re]encontro.
[Re]encontro com a felicidade, que parecia ter sido exilada daquele peito, sem sinal de regresso. Felicidade ao ver sua cama acolhendo o homem desejado. Por saber que poderá dormir e acordar sem a impressão que ele desaparecerá no meio da madrugada, deixando apenas cheiros e desilusões. Felicidade por sentir prazer e não arrependimento após a entrega.
Felicidade em acreditar que aquela noite poderá ser dias. Por está fora da cama e mesmo assim se ver ao lado dele. Felicidade por, mesmo tendo a certeza do futuro incerto, vivenciar o presente sem os medos do passado. Felicidade, ainda maior, por ela. Por ter voltado a sonhar acordada.
Até então, ela nunca conseguira deixar os espasmos entre suas pernas se prolongarem após a cama. Sempre morriam nos lençóis.
Surpreendida pelo seu corpo e desejo, a cada trago tinha a sensação que poderia morrer ali, feliz.
Risos silenciosos saíram pela sua face, invadindo todos os cômodos da casa e se misturando a uma leve vontade de chorar. O choro da [re]descoberta, do despertar, do [re]encontro.
[Re]encontro com a felicidade, que parecia ter sido exilada daquele peito, sem sinal de regresso. Felicidade ao ver sua cama acolhendo o homem desejado. Por saber que poderá dormir e acordar sem a impressão que ele desaparecerá no meio da madrugada, deixando apenas cheiros e desilusões. Felicidade por sentir prazer e não arrependimento após a entrega.
Felicidade em acreditar que aquela noite poderá ser dias. Por está fora da cama e mesmo assim se ver ao lado dele. Felicidade por, mesmo tendo a certeza do futuro incerto, vivenciar o presente sem os medos do passado. Felicidade, ainda maior, por ela. Por ter voltado a sonhar acordada.
Roberta Valentim
quinta-feira, outubro 25, 2007
terça-feira, outubro 16, 2007
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